Hey pessoas queridas, queridos leitores do coração.
Graças aos poderes da Aline de Campos meu blog agora tem domínio próprio e design personalizado (feito por mim é claro).
www.bobagemminha.com
Acessem, leiam, emocionem-se, comentem. A sua participação é muito importante para nós!!
Sexta-feira, Maio 23, 2008
Bobagem Minha Pro!!
Postado por Sandra Bordini Mazzocato às 16:56 2 comentários
Marcadores: Bobagem mínima
Domingo, Maio 04, 2008
Thank Thy Neighbor
(ou: devaneios de um domingo)
Graças a meus vizinhos que fazem um escândalo de morte aqui na rua cada vez que tem um jogo (qualquer jogo, não precisa ser final de porra nenhuma!!) fico próxima do meu objeto de estudo!
Chamei-os de medíocres, dizendo que amanhã suas vidinhas continuam as mesmas enquanto os jogadores por quem eles torcem serão contratados ganhando salários milionários graças aos trouxas que continurão aqui na rua.
Mas que falha terrível... chamo-os de medíocres enquanto escrevo sobre o bom senso popular ou conhecimento comum de Maffesoli. Ou que o popular costuma ser criticado por não ser unificado e por trazer doses de subjetividade. Justamente enquanto berravam me perguntava, eu, se o "mundo objetal" que triunfa na pós-modernidade não seria muito superficial, levando consigo, assim toda a dinâmica da ética da estética, dos grupos de interesse nas redes fragmentadas, para a condição de improdutiva, irrelevante.
Será que leva ou não leva? Será que importa seu nível de aprofundamento? Será que a questão não é somente se ocorre ou não?
Postado por Sandra Bordini Mazzocato às 16:43 8 comentários
Marcadores: Bobagem mínima, Maffesoli, Pós-moderno
Segunda-feira, Abril 28, 2008
Eu fui fazer um samba em homenagem...
Quem me conhece sabe que não curto samba, aliás nem sou muito de música brasileira.
Sim, podem me chamar do que quiserem, nem ligo. A verdade é que não suporto pagode, não curto axé (ok, não mais), vomito com o funk do morro, créu ou assimilados. Tenho horror dessas cantoras metidas a cult como Fernanda Porto, Kassia Eller, Adriana Calcanhoto com ódio especial à Fernanda Takae (não vou expressar especificamente o que sinto por esta pessoa para não ser confundida com uma psicopata). Gosto um pouco de Vanessa da Mata e bastante de Maria Rita, apesar de... (sorry) não ser a Elis (The Queen).
Sou mesmo é do Rock! ("ná, ná, ná o diabo")
Mas Chico Buarque não é samba, Chico Buarque não é pagode, Chico Buarque não é funk e Chico Buarque não é cult. Chico Buarque, caros leitores, é simplesmente, Chico Buarque!!
Mas esse "simplesmente" pode ser traduzido pela maior genialidade e complexidade musical de todos os tempos. Sim, o Chico é genial!! A música dele não se encaixa em nenhuma categoria porque é a sua própria categoria. Mas categoria de algo maior que engloba melodia, poesia, sinfonia e cultura, tudo isso funcionando em perfeita harmonia.
Por isso, amigos, quando me virem cantando Chico, não se espantem. Não significa que gosto de Samba, mas sim de Chico! E tudo isso é para contar que fui assistir a montagem de A Ópera do Malandro do grupo Coro dos Contrários. E me emocionei ao visualizar músicas que sempre amei dentro de um contexto. O texto da peça, musicada por Chico Buarque, foi de construção coletiva, organizado por Luís Antônio Martinez Correa, baseado na Ópera dos Mendigos, de John Gay, e na Ópera dos Três Vinténs, de Kurt Weill e Bertolt Brecht.
A peça, com exceção de alguns atores que cantam muito baixo, está excelente. Destaque para os atores que representam o Max (malandro principal) e a Vitória (mãe da protagonista). E destaque mais que destacado para o ator que interpreta Geni, a rainha dos detentos, das loucas e dos nazarentos, que interpreta divinamente uma das músicas do Chico que mais gosto (não encontrei um site com os nomes dos integrantes do elenco).
A peça é apresentada no teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana e a temporada foi prorrogada até dia 4/5. O ingresso é 20 Reais e tem desconto de 50% para estudantes.
Vale a pena!!!
Postado por Sandra Bordini Mazzocato às 13:40 4 comentários
Marcadores: Arte, Bobagem mínima, Cultura, Entretenimento, Teatro
Quinta-feira, Abril 10, 2008
A arte de interagir
Semana passada fui no FILE com meus aluninhos, no Santander Cultural.
A idéia de ir na exposição veio porque (como não é segredo para ninguém) os conceitos de arte, comunicação, tecnologia já se mesclam a muito tempo. Normalmente os suportes tecnológicos utilizados na comunicação são aproveitados na arte, e vice-versa. um exemplo disso é a Pop Art que brincava com cultura pop, tipos de impressão, estética de quadrinhos e visual simulando retículas. Ou alguns trabalhos do artista Miró, como os que já estiveram em exposição no próprio Santander, em que ele utilizava a serigrafia.
Andy Warhol
A arte normalmente contribui com uma visão crítica destas manifestações.
Uma visão crítica quanto aos meios de comunicação de massa já existe desde a escola de Frankfurt. É interessante porque criticavam os meios massivos por alienar a população, enchendo as cabeças dos coitadinhos com banalidades e fazendo com que perdessem o interesse em obras genuínas. Ao mesmo tempo defendiam que uma verdadeira obra de arte deveria ter uma áura inalterável e irreproduzível. Alguns aninhos depois (1960), Lygia Clark cria a série "Bichos" transformando o espectador da obra de passivo em participante. A obra consistia em esculturas de alumínio com dobradiças, e era permitido às pessoas que alterassem a forma, mechendo nos objetos. Com isso, a artista criticava a própria noção de sacralidade da obra de arte, defendida pela escola de Frankfurt, e da autoria única.
Bichos - Lygia Clark
Em 1964 foi a vez de Helio Oiticica com seus Parangolés que para o criador é uma obra que só se completa com a interferência do espectador, com a vestimenta, o movimento, a dança.
Esse posicionamento contra uma unilateralidade da mensagem exposto na arte relaciona-se com outras críticas do campo da comunicação, como de autores como Ezensberger que falam da liberação do pólo da emissão. Assim, percebe-se que a crítica quanto à interação de mensagens, seja na arte, seja na comunicação é algo já existente a muito tempo, que insurge quase como um vitalismo de baixo para cima.
Recentemente o que se encontra muito em exposições são visões artísticas do formato digital. Já na Bienal do Mercosul em 2007 muitas obras expressavam o excedente de informações experienciado no cotidiano, e a mescla de referências diversas da pós-modernidade.
A FILE é bem mais focada no mundo digital. As interações são todas reativas (apesar de que as mútuas sempre acabam acontecendo de uma maneira ou de outra), mas o interessante é a exploração quanto a todos os tipos de "input" que uma pessoa pode realizar num programa de computador ultimamente. É a evolução da interface. Muitas obras se restringem a cliques no mouse, o que faz com que sejam (para mim) simples formas de inspiração para design. Outras, no entanto brincam com movimento do próprio corpo, a captação da sombra do participante no chão, o virar de páginas de um livro físico, touch screen e até mesmo o soprar de poeira captada por uma câmera. Idéias muito interessantes e inspiradoras, no entanto nada revolucionário. Como disse, muita diferença no "input", mas o funcionamento parece ser o mesmo.
Um exemplo da "mesmice" é uma obra (não anotei o nome, sorry) em que uma câmera no teto produz imagens no chão nas quais o espectador interage como em um jogo de videogame. O "input" do participante é produzido pela sombra que se projeta no chão em cima da "tela" do jogo (e não por intensidade da pisada como alguns acham). São vários joguinhos, mas todos eles têm a mesma idéia de que o participante, cuja sombra representa uma área de pixels, não pode ser encostado por outra área de pixels (uma bola gigante), ou então ele "morre". Na foto abaixo não dá para visualizar tão bem, mas... qualquer semelhança com o Pong, o primeiro video games inventado, terá sido mera coincidência?

Apesar das críticas, recomenda-se fortemente a visita à exposição. Fica até 20 de abril no Santander Cultural.
Postado por Sandra Bordini Mazzocato às 14:51 6 comentários
Marcadores: Arte, Aula, Bobagem mínima, Interação, Tecnologia
2001: uma odisséia na sua casa!

Sentimento!
Sempre fico emocionada quando vejo uma nova tecnologia muito revolucionária, mas essa chegou a dar um arrepiozinho na espinha daqueles que te deixa inquieta.
O meu filme preferido de todos os tempos é o 2001: uma odisséia no espaço, do Kubrick. Ele todo é perfeito, mas uma das coisas que sempre me atraiu nele são os cenários "paleofuture" da nave espacial. É tudo tão redondinho, tão fofinho, com branco combinando com as cores certas. E toda aquela estória de compartimentos em cima e em baixo, com tudo em seu lugar e "espaço-moças" caminhando no teto tem alguma coisa que mal consigo explicar por que, mas que mexe com as profundezas do meu eu. Não sei, acho que me lembra alguma coisa da minha tenra infância de viagens em traylers e aviões que têm uma estética muito semelhante. Deve ser alguma memória de algo que não lembro, sei que essas imagens sempre me passaram uma sensação de conforto e bem-estar.
Então, hoje vendo esse site me emocionei... não sei se ia gostar de morar em um lugar que fosse todo assim, mas certamente queria um escritório e quarto nesse estilo.
MUITO SHOW!!!
Postado por Sandra Bordini Mazzocato às 13:50 2 comentários
Marcadores: Bobagem média, Design, Inovação, Tecnologia
Sexta-feira, Abril 04, 2008
Produtos úteis
é muito legal poder observar os avanços tecnológicos com o passar dos anos. A Tecnologia é certamente um instrumento de poder e força que levará a humanidade ao estado perfeito. Peguei hoje do Blog da Vanessa alguns produtos indispensáveis para as pessoas que querem sempre estar atualizadas.
Em primeiro lugar o importantíssimo Betamax - HD DVD converter
Mas também tem o teste de gravidez USB
Então, não fique para trás. Atualize-se também com essas maravilhas do futuro.
Postado por Sandra Bordini Mazzocato às 11:20 2 comentários
Marcadores: Bobagem grande, Ironia, Tecnologia
